lanfernandes
Why the hell, destiny?

Alvura Púrpura - Capítulo 35 


Alexandre Sartori

Eu havia morrido. Essa era a única explicação que eu conseguia encontrar.
Em algum momento que eu não sabia qual, também não sabia onde, eu tinha sofrido um acidente, falecido e – para minha imensa surpresa – agora eu estava no céu. Estava no céu vivendo entre os anjos e realizando todos os desejos que eu nunca pude realizar em vida.
Lavínia Felter estava me beijando. Sua boca estava colada na minha, sua língua acariciava a minha e ela permitia que eu a segurasse e a mantivesse próxima do jeito que eu bem entendia. Isso não era real. Não podia ser.
Aquela situação era perfeita demais… Ideal demais para estar acontecendo. Meu coração batia descontrolado e meus olhos estavam quentes de choro, porque eu sabia que aquilo iria acabar. Felter não me amava, aquele beijo não significava o que eu queria… Ou significava?
A descoberta de que aquele beijo não era ilusão e estava realmente acontecendo fez com que todos os meus pelos se arrepiassem. Meu Deus, ela me desejava! Nem que fosse só por aqueles minutos, ela queria que eu fosse dela! E eu seria. Por quanto tempo ela quisesse, do jeito que ela quisesse, eu seria dela e seria o homem mais feliz do mundo.
Meus hormônios explodiam e pediam que eu aumentasse a intensidade e a intimidade das minhas carícias, mas meu lado racional pedia para que eu tivesse calma. E se ela não aprovasse? E se eu a assustasse e estragasse o melhor momento dos meus últimos anos?
Lavínia, encostada em uma das paredes da piscina e sentada no meu colo, sugou com força o meu lábio inferior e me fez arfar. A dúvida entre continuar no “fofo e romântico” ou partir para o “ardente e desesperado” estava me enlouquecendo. Eu queria socar a parede, morder um travesseiro ou me afogar em um banho de água fria.
Cacete, por que a minha feiosa tinha que ser tão linda? Tão gostosa?
- Eu… – ela começou. A voz baixinha que me fez abrir os olhos para encontrar os seus. – Eu fiz alguma coisa errada?
Sua expressão estava preocupada e eu quis rir.
- Você nunca poderia fazer nada de errado, Felter. – falei de volta, dando vários beijos em sua bochecha.
- Então por que…? – ela se deteve e eu voltei a olhá-la. A menina olhava para baixo e tinha as bochechas completamente avermelhadas. Arqueei minhas sobrancelhas, sem saber o que interpretar.
- Por quê, o quê? – estimulei e ela engoliu em seco.
- Por que você mal me toca?
Pisquei algumas vezes, sem saber se tinha escutado direito. Ela queria que eu a tocasse? Que sonho, que loucura.
Deus. Meu Deus. Aquilo não podia ser real.
Abri um sorriso lento e incrédulo, antes de responder:
- Eu tenho medo de te assustar.
- Não vai. – ela respondeu imediatamente. Fel mordeu o lábio inferior e me olhou tímida. – Você disse que acha que a sua felicidade é comigo. – Falou e eu assenti. – Me mostre que felicidade é essa.

frasesfanfics:

Fanfic: Ópera
Autora: Lan

frasesfanfics:

Fanfic: Ópera

Autora: Lan

mylovelypancreas:

A saudade me envolveu sem ser chamada, fazendo com que as batidas raivosas do meu coração se aquietassem por alguns momentos. Apesar de Sartori ser sim um traidor, o autor dos meus destroços e devastação, ele já havia sido alguém que meu espírito sorria ao ver.”

Alvura Púrpura, por Lan.

ps. I do NOT own the gifs.

 

"- Eu tenho um recado para o assassino: Aqui se faz, aqui se paga. Obrigado."

Alvura Purpura (via i-cant—change)